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13 de Apr de 2026 • 10 min de leitura

Atividade física na terceira idade: prática regular contribui para longevidade e qualidade de vida

Atividade física na terceira idade: prática regular contribui para longevidade e qualidade de vida
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A importância da atividade física na terceira idade voltou a ganhar destaque no Brasil após a atriz Zezé Motta compartilhar sua rotina de exercícios mesmo aos 81 anos. O tema reforça uma tendência crescente na área da saúde: o envelhecimento ativo como estratégia fundamental para a manutenção da autonomia e do bem-estar.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a prática regular de atividades físicas está diretamente associada à redução do risco de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Além disso, contribui para a preservação da força muscular, do equilíbrio e da mobilidade — fatores essenciais para prevenir quedas e manter a independência funcional em idosos.

No Brasil, especialistas em geriatria destacam que exercícios de resistência, como o uso de pesos leves a moderados, podem ser particularmente benéficos nessa fase da vida. Estudos publicados no Journal of Aging and Physical Activity indicam que o treinamento de força auxilia na manutenção da massa muscular, que tende a diminuir com o envelhecimento, condição conhecida como sarcopenia.

Outro aspecto relevante é o impacto positivo da atividade física na saúde mental. Pesquisas científicas apontam que a prática regular está associada à redução de sintomas de ansiedade e depressão, além de favorecer a cognição e a memória. Esses benefícios são especialmente importantes em uma população que enfrenta maior risco de isolamento social e declínio cognitivo.

A rotina ativa observada no Brasil também evidencia a importância da motivação e da consistência. Profissionais de saúde ressaltam que a regularidade é um dos principais fatores para alcançar resultados duradouros, independentemente da idade em que se inicia a prática.

Além disso, a literatura médica enfatiza que a atividade física deve ser adaptada às condições individuais de cada pessoa. Avaliações médicas prévias são recomendadas para garantir segurança, especialmente em indivíduos com doenças pré-existentes ou limitações físicas.

O conceito de longevidade saudável, amplamente discutido em estudos internacionais, vai além do aumento da expectativa de vida. Ele envolve viver mais anos com qualidade, autonomia e participação ativa na sociedade. Nesse contexto, o movimento corporal desempenha papel central.

O exemplo observado no Brasil reforça que o envelhecimento não precisa estar associado à inatividade. Com orientação adequada e hábitos consistentes, é possível manter uma rotina ativa, promovendo benefícios físicos, mentais e sociais ao longo dos anos.