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18 de Jun de 2026 • 10 min de leitura

Brasil amplia políticas de humanização do parto com investimento na formação de doulas no SUS

Brasil amplia políticas de humanização do parto com investimento na formação de doulas no SUS
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O Brasil deu mais um passo no fortalecimento das políticas públicas voltadas à saúde materna ao anunciar novos investimentos na qualificação de doulas no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida foi apresentada durante um encontro nacional realizado em Belém, no estado do Pará, reunindo representantes de todas as regiões do país para discutir estratégias de cuidado humanizado durante a gestação, o parto e o pós-parto.

A iniciativa prevê a aplicação de recursos para a capacitação dessas profissionais, reconhecendo sua importância no apoio físico, emocional e informativo às gestantes. O movimento ocorre em um contexto de crescente valorização de práticas baseadas em evidências científicas que priorizam a experiência da mulher no processo de nascimento.

Papel das doulas ganha destaque na saúde pública brasileira

As doulas são profissionais que oferecem suporte contínuo às mulheres durante o ciclo gravídico-puerperal, contribuindo para uma assistência mais acolhedora e centrada nas necessidades individuais. Estudos publicados em revistas científicas internacionais, como a Cochrane Database of Systematic Reviews, indicam que o acompanhamento por doulas está associado à redução de intervenções médicas desnecessárias, menor duração do trabalho de parto e maior satisfação materna.

No Brasil, a inserção dessas profissionais no SUS vem sendo debatida como uma estratégia para melhorar indicadores de saúde materna e neonatal. A ampliação da formação estruturada busca garantir maior qualidade no atendimento, além de padronizar práticas alinhadas às diretrizes do Ministério da Saúde.

Evento nacional reforça integração entre regiões do Brasil

O encontro realizado na região Norte do Brasil teve caráter abrangente, reunindo participantes dos 26 estados e do Distrito Federal. A diversidade regional permitiu a troca de experiências entre diferentes realidades, incluindo áreas com maior vulnerabilidade social e limitações de acesso aos serviços de saúde.

Especialistas destacaram que a atuação das doulas pode ser ainda mais relevante em territórios com menor cobertura assistencial, onde o suporte contínuo durante a gestação pode contribuir para a redução de desigualdades no cuidado.

Além disso, o debate incluiu temas como direitos reprodutivos, equidade no acesso aos serviços e a necessidade de integrar práticas tradicionais e conhecimentos científicos no atendimento às gestantes.

Formação estruturada busca qualificar atendimento no SUS

A proposta de capacitação nacional visa organizar a atuação das doulas dentro da rede pública, oferecendo diretrizes técnicas e ampliando o acesso à formação profissional. A expectativa é que a iniciativa contribua para a consolidação dessas profissionais como parte integrante das equipes de saúde.

De acordo com especialistas em saúde coletiva, a qualificação da assistência ao parto está diretamente relacionada à redução de complicações maternas e neonatais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda modelos de cuidado que priorizem a humanização, o respeito às escolhas da mulher e a redução de intervenções desnecessárias.

Avanço nas políticas de saúde materna no Brasil

O investimento na formação de doulas ocorre em um cenário mais amplo de fortalecimento das políticas de atenção à saúde da mulher no Brasil. Nos últimos anos, o país tem adotado estratégias para melhorar o pré-natal, ampliar o acesso ao parto seguro e reduzir a mortalidade materna e infantil.

A incorporação de práticas humanizadas, aliada à qualificação dos profissionais de saúde, é apontada como um dos pilares para a construção de um sistema mais eficiente e equitativo. Nesse contexto, a atuação das doulas surge como um componente complementar, capaz de promover acolhimento, informação e apoio contínuo às gestantes.

Com a ampliação dos investimentos e o fortalecimento das políticas públicas, o Brasil avança na construção de um modelo de assistência ao parto mais integrado, humanizado e baseado em evidências científicas, alinhado às recomendações internacionais de saúde.