06 de Aug de 2026 • 10 min de leitura
Brasil amplia vacinação contra o HPV para adolescentes e jovens de 15 a 19 anos até dezembro
O Brasil estendeu até 31 de dezembro a estratégia de vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) para adolescentes e jovens de 15 a 19 anos que ainda não receberam o imunizante ou que não possuem comprovação vacinal. A iniciativa tem como objetivo ampliar a cobertura da vacina, reduzir a circulação do vírus na população e fortalecer a prevenção de doenças associadas à infecção.
Reconhecida por instituições como a Organização Mundial da Saúde (OMS), a vacinação contra o HPV é considerada uma das medidas mais eficazes para diminuir a incidência de diversos tipos de câncer relacionados ao vírus, especialmente quando administrada antes do início da vida sexual.
Campanha busca alcançar quem perdeu a vacinação na idade recomendada
O Programa Nacional de Imunizações (PNI) estabelece que a vacinação de rotina seja realizada em meninas e meninos entre 9 e 14 anos. No entanto, muitos adolescentes não receberam a dose dentro desse período, o que motivou a adoção de uma estratégia temporária para ampliar o acesso ao imunizante.
Com a prorrogação da campanha, jovens entre 15 e 19 anos poderão procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e demais pontos de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) até o fim do ano para regularizar sua situação vacinal.
A medida busca aumentar a proteção individual e também fortalecer a imunidade coletiva, reduzindo a transmissão do vírus na população.
Vacina é ferramenta importante na prevenção de cânceres
O HPV está entre as infecções sexualmente transmissíveis mais frequentes em todo o mundo. Existem mais de 200 tipos conhecidos do vírus, sendo que parte deles pode provocar verrugas na região genital, enquanto outros apresentam alto potencial de causar alterações celulares que podem evoluir para câncer.
Diversos estudos científicos demonstram que a vacinação reduz significativamente a ocorrência de infecções pelos principais subtipos oncogênicos do HPV. Entre as doenças associadas ao vírus estão os cânceres do colo do útero, ânus, pênis, vulva, vagina e orofaringe.
A OMS destaca que programas nacionais de vacinação, aliados ao rastreamento e ao diagnóstico precoce, representam uma das estratégias mais eficientes para diminuir a incidência e a mortalidade por câncer do colo do útero.
Outros grupos também permanecem contemplados
Além da vacinação de rotina e da estratégia de resgate para adolescentes e jovens, o SUS mantém a oferta da vacina para grupos considerados de maior risco clínico, conforme protocolos do Ministério da Saúde.
Entre eles estão:
Pessoas vivendo com HIV;
Pacientes transplantados;
Pessoas em tratamento oncológico;
Usuários da profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP);
Pacientes com papilomatose respiratória recorrente.
Esses grupos seguem recomendações específicas para garantir proteção adequada conforme suas condições de saúde.
Vacinação e prevenção caminham juntas
Especialistas reforçam que a vacina representa a principal forma de prevenção contra os tipos mais perigosos do HPV, mas deve ser associada a outras medidas de cuidado, como o uso de preservativos, que ajudam a reduzir o risco de transmissão de infecções sexualmente transmissíveis.
Além da prevenção, o acompanhamento médico continua sendo fundamental para o diagnóstico precoce e o tratamento das doenças relacionadas ao HPV. No Brasil, o Sistema Único de Saúde oferece atendimento, acompanhamento e tratamento para pacientes diagnosticados com infecção pelo vírus, além de disponibilizar gratuitamente a vacinação nas unidades de saúde.
A situação vacinal pode ser consultada por meio do aplicativo Meu SUS Digital ou diretamente nas Unidades Básicas de Saúde, permitindo que adolescentes e jovens verifiquem se fazem parte do público que ainda pode ser imunizado até o encerramento da estratégia de resgate.