20 de Feb de 2026 • 10 min de leitura
Caso de Mpox é confirmado no Sul do Brasil enquanto autoridades reforçam vigilância sanitária
As autoridades de saúde pública de Porto Alegre, no sul do Brasil, confirmaram o primeiro caso de Mpox registado no município em 2026, renovando a atenção sobre estratégias de vigilância e prevenção. O caso foi anunciado a 17 de fevereiro pela Vigilância Epidemiológica de Porto Alegre, que continua a monitorizar riscos de transmissão e ações de consciencialização comunitária.
De acordo com as autoridades, a infeção associada ao caso recente foi adquirida fora do Rio Grande do Sul, evidenciando o papel das deslocações e da mobilidade inter-regional na propagação de doenças infecciosas. A Mpox é uma doença viral zoonótica transmitida principalmente através do contacto direto com lesões cutâneas, secreções respiratórias ou saliva de pessoas infetadas. A literatura científica internacional tem destacado que o contacto físico próximo permanece como o principal fator de transmissão, sobretudo em ambientes com elevada concentração populacional.
Medidas Preventivas Durante Eventos Públicos
A confirmação do novo caso ocorre num período de preparação para festividades sazonais, levando as autoridades a reforçar recomendações sanitárias. A administração municipal orientou os participantes das celebrações de Carnaval a realizarem autoavaliações antes de frequentarem eventos com grande concentração de pessoas. A recomendação inclui observar o corpo em busca de erupções cutâneas, bolhas ou feridas abertas, procurando assistência médica caso sejam identificados sintomas suspeitos.
Especialistas em saúde pública sublinham que a deteção precoce desempenha um papel fundamental na limitação da propagação viral. Estudos publicados em revistas científicas da área das doenças infecciosas demonstram que a rápida identificação de casos, o isolamento de pessoas sintomáticas e campanhas informativas são medidas essenciais para reduzir a transmissão durante grandes eventos.
Tendências Epidemiológicas Recentes no Sul do País
Ao longo de 2025, Porto Alegre registou 11 casos confirmados de Mpox, indicando circulação intermitente do vírus na região. Embora o caso atual seja considerado importado, epidemiologistas reforçam a necessidade de vigilância contínua para prevenir transmissão secundária e garantir respostas rápidas a eventuais surtos.
Monitorização da Mpox no Centro-Oeste Brasileiro
Além da região sul, a vigilância epidemiológica também aponta dados relevantes no estado de Mato Grosso do Sul. Informações compiladas pelo Monitor de Apoio às Informações em Saúde (MAIS) indicam que o estado acumulou 752 notificações relacionadas à doença ao longo dos últimos anos. Apenas em 2025, foram registadas 61 notificações de casos suspeitos.
Entre essas notificações, 11 infeções foram confirmadas laboratorialmente pela Secretaria de Estado de Saúde. A análise epidemiológica demonstrou maior incidência entre adultos com idades entre 30 e 39 anos, representando mais de metade dos casos confirmados. Também foram registadas infeções em indivíduos entre 40 e 49 anos, além de um caso na faixa etária dos 20 aos 29 anos.
Pesquisadores de saúde pública associam frequentemente essa distribuição etária a padrões comportamentais, níveis de interação social e possíveis exposições ocupacionais. Avaliações epidemiológicas internacionais observaram tendências semelhantes durante surtos globais anteriores.
Continuidade da Preparação Sanitária
As autoridades sanitárias brasileiras continuam a enfatizar a educação preventiva, o reconhecimento precoce dos sintomas e a procura rápida por avaliação clínica como estratégias essenciais para o controlo da transmissão da Mpox. Especialistas alertam que, embora a doença seja geralmente autolimitada, determinados grupos — especialmente pessoas com o sistema imunológico comprometido — podem apresentar quadros clínicos mais graves.
A vigilância contínua, apoiada por sistemas regionais de monitorização e órgãos de saúde pública, permanece fundamental para a deteção precoce de surtos e para a coordenação de respostas eficazes. Com o aumento das viagens e eventos festivos, as autoridades reforçam a importância da responsabilidade individual e do cumprimento das orientações sanitárias para reduzir o risco de disseminação do vírus.