26 de Feb de 2026 • 10 min de leitura
O que é a Esclerose Lateral Amiotrófica? Morte de Eric Dane reacende debate sobre doença neurológica progressiva
A morte do ator Eric Dane, aos 53 anos, trouxe novamente à tona o debate sobre a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), uma doença neurodegenerativa progressiva que compromete o sistema nervoso motor. Conhecido mundialmente por interpretar o médico Mark Sloan na série Grey's Anatomy, o artista enfrentava a condição, que permanece sem cura.
Nos Estados Unidos, onde o ator construiu sua carreira, a notícia gerou grande repercussão. De acordo com o Ministério da Saúde, a ELA é uma enfermidade degenerativa que afeta os neurônios motores — células responsáveis por transmitir impulsos do cérebro e da medula espinhal para os músculos voluntários. Com a degeneração dessas células, ocorre perda progressiva dos movimentos.
Doença progressiva e irreversível
A ELA provoca paralisia motora gradual e irreversível. À medida que a doença evolui, funções essenciais como falar, andar, engolir e respirar tornam-se progressivamente comprometidas. Em estágios mais avançados, a insuficiência respiratória é uma das principais causas de óbito.
Embora o ritmo de progressão varie entre os pacientes, os primeiros sinais costumam surgir após os 50 anos — ainda que pessoas mais jovens também possam desenvolver a doença. Dados clínicos indicam que a sobrevida média após o diagnóstico gira entre três e cinco anos. Cerca de 25% dos pacientes, no entanto, vivem mais de cinco anos após a confirmação da enfermidade.
Principais sintomas
Os sintomas iniciais geralmente incluem perda gradual de força e coordenação muscular. Atividades rotineiras, como subir escadas, caminhar ou levantar objetos, podem se tornar cada vez mais difíceis.
Entre as manifestações clínicas descritas estão:
Fraqueza muscular progressiva;
Dificuldade para realizar tarefas diárias;
Cãibras e contrações musculares involuntárias;
Alterações na fala, como dicção arrastada ou lenta;
Mudanças na voz, incluindo rouquidão;
Engasgos frequentes e dificuldade para engolir;
Salivação excessiva;
Perda de peso involuntária;
Comprometimento respiratório em fases avançadas.
A evolução clínica é variável, mas o comprometimento motor progressivo é a principal característica da doença.
Tratamento e desafios
Atualmente, não existe cura para a Esclerose Lateral Amiotrófica. O tratamento é voltado ao controle de sintomas e ao suporte multidisciplinar, com o objetivo de preservar a qualidade de vida pelo maior tempo possível. As abordagens podem incluir acompanhamento neurológico, fisioterapia, suporte respiratório e orientação nutricional.
A morte de Eric Dane nos Estados Unidos reforça a gravidade da ELA e evidencia a necessidade de avanços científicos contínuos. Especialistas destacam que o reconhecimento precoce dos sintomas e o acompanhamento médico especializado são fundamentais para oferecer suporte adequado ao paciente, mesmo diante da ausência de terapias curativas.