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01 de Aug de 2026 • 10 min de leitura

Seringoma: o que é a alteração benigna na pele tratada pela influenciadora Mari Maria

Seringoma: o que é a alteração benigna na pele tratada pela influenciadora Mari Maria
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A influenciadora Mari Maria revelou recentemente que realizou um tratamento dermatológico para remover pequenos nódulos benignos localizados abaixo dos olhos, conhecidos como seringomas. O caso chamou a atenção para uma condição relativamente comum, que não representa câncer de pele, mas pode causar incômodo estético e impactar a autoestima de algumas pessoas.

No Brasil, dermatologistas explicam que o seringoma é um tumor cutâneo benigno originado nas glândulas sudoríparas écrinas, responsáveis pela produção do suor. A alteração costuma surgir principalmente na região das pálpebras inferiores, embora também possa aparecer nas bochechas, pescoço, tórax e outras áreas do corpo.

O que caracteriza o seringoma?

Os seringomas apresentam-se como pequenas elevações da pele, geralmente medindo entre 1 e 3 milímetros. Costumam ter coloração semelhante à pele ou levemente amarelada, superfície lisa e crescimento lento.

De acordo com estudos publicados em revistas científicas de dermatologia, essas lesões são benignas e não apresentam potencial de transformação para câncer. Em muitos casos, permanecem estáveis durante anos e não provocam dor, coceira ou outros sintomas físicos.

A condição é observada com maior frequência em mulheres e costuma surgir a partir da adolescência ou no início da vida adulta, embora possa ocorrer em qualquer idade.

Quando o tratamento é indicado?

Como os seringomas não oferecem risco significativo à saúde, a remoção normalmente é realizada por razões estéticas ou quando as lesões provocam desconforto ao paciente.

A decisão sobre o tratamento deve ser feita após avaliação com um médico dermatologista, que diferencia os seringomas de outras alterações cutâneas, como milium, xantelasma, verrugas ou determinadas lesões pigmentadas.

Entre as opções terapêuticas descritas na literatura médica estão procedimentos como eletrocirurgia, laser de dióxido de carbono (CO₂), laser fracionado, radiofrequência e, em situações específicas, pequenas excisões cirúrgicas. A escolha depende da quantidade de lesões, da profundidade, da localização e das características individuais da pele.

Cuidados durante a recuperação

Procedimentos realizados na região dos olhos exigem atenção especial devido à delicadeza da pele nessa área. Após a intervenção, é comum ocorrer edema, vermelhidão, formação de pequenas crostas e sensibilidade temporária, manifestações consideradas esperadas durante o processo de cicatrização.

Especialistas orientam que o paciente siga rigorosamente as recomendações médicas, evitando exposição solar direta, manipulando o local o mínimo possível e utilizando os produtos prescritos para favorecer a recuperação da pele e reduzir o risco de manchas ou infecções.

O tempo de recuperação varia conforme a técnica utilizada, a extensão do tratamento e a resposta individual de cada paciente.

Diagnóstico precoce evita tratamentos inadequados

Embora o seringoma seja uma condição benigna, dermatologistas reforçam que qualquer alteração persistente na pele deve ser avaliada por um profissional qualificado. O diagnóstico correto é essencial para diferenciar lesões benignas de doenças que podem exigir outro tipo de abordagem.

Além disso, a avaliação médica permite definir se há necessidade de tratamento e indicar a técnica mais apropriada para cada caso, buscando preservar a saúde da pele e alcançar um resultado estético seguro.